Também chamado de sinus lift — o enxerto que viabiliza implantes na parte de trás da arcada de cima

O seio maxilar é uma cavidade de ar dentro do osso da face, acima dos dentes posteriores superiores. Quando esses dentes são perdidos, o osso abaixo do seio reabsorve e sobra altura insuficiente para o implante. O levantamento de seio maxilar eleva cuidadosamente a membrana que reveste essa cavidade e coloca enxerto no espaço criado, formando osso novo.

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Por que essa região é diferente

A parte de trás da arcada de cima é o lugar do maxilar onde instalar implante é mais difícil, e há duas razões que se somam.

A primeira é o seio maxilar. É uma cavidade de ar dentro do osso, e ela ocupa espaço que, em outras regiões, seria osso maciço. Entre a raiz dos molares superiores e o assoalho do seio há, muitas vezes, apenas alguns milímetros.

A segunda é a reabsorção. Quando um dente posterior superior é perdido, o osso abaixo reabsorve de cima para baixo — e o seio, ao mesmo tempo, tende a se expandir para o espaço que sobrou. A altura disponível diminui pelos dois lados.

O resultado é a situação clássica: um paciente com osso suficiente em todas as outras regiões da boca e altura insuficiente exatamente onde faltam os molares superiores.

A solução não é atravessar o seio. É elevar a membrana que o reveste, colocar enxerto no espaço criado abaixo dela, e esperar a formação de osso onde antes havia ar.

Esta é uma das modalidades de enxerto ósseo realizadas em cirurgia oral, com técnica e recuperação próprias.

As duas técnicas

A diferença entre elas é grande, e vale saber qual será a sua.

Via crestal — quando falta pouco

Feita pelo mesmo acesso do implante, por cima do rebordo. O assoalho do seio é elevado alguns milímetros com instrumentos específicos e o enxerto é introduzido pelo próprio alvéolo do implante.

  • indicada quando falta pouca altura e há osso remanescente suficiente para estabilizar o implante;
  • o implante costuma ser instalado na mesma sessão;
  • cirurgia menor, recuperação mais leve, menos inchaço;
  • o ganho de altura alcançável é limitado.

Janela lateral — quando falta muito

Acesso por uma janela feita na parede lateral do osso, acima dos dentes, que permite ver e elevar a membrana sob visão direta em toda a extensão necessária.

  • indicada quando falta altura significativa;
  • permite ganho maior e controle visual da membrana;
  • o implante em geral é instalado depois, após o período de integração — embora possa ser simultâneo quando há osso remanescente que garanta estabilidade inicial;
  • cirurgia mais extensa, com inchaço e recuperação mais expressivos.

Quem decide é a tomografia, medindo a altura remanescente entre o rebordo e o assoalho do seio. Não é preferência de técnica: é consequência do que a imagem mostra.

Como é a cirurgia

1. Avaliação e tomografia. Mede a altura disponível, avalia a condição do seio — presença de espessamento de mucosa, septos ósseos ou sinusite — e define a técnica.

2. Anestesia local. Como nas demais cirurgias orais.

3. Acesso. Pela janela lateral ou pelo rebordo, conforme a técnica.

4. Elevação da membrana. A etapa delicada do procedimento. A membrana sinusal é fina e precisa ser descolada sem romper.

5. Colocação do enxerto. No espaço criado entre o assoalho ósseo e a membrana elevada.

6. Fechamento e sutura.

7. Integração. Em geral de seis a nove meses até a instalação do implante, quando ele não foi simultâneo. O momento é confirmado por nova tomografia, não por calendário.

A recuperação, e a orientação que mais importa

Não assoe o nariz. Esta é a instrução central do pós-operatório de sinus lift, e vale por semanas — o prazo é definido no seu caso.

A razão é mecânica: assoar aumenta a pressão dentro do seio e pode deslocar o enxerto ou romper a membrana antes que a cicatrização a estabilize. Pela mesma razão, se precisar espirrar, espirre de boca aberta, o que reduz a pressão.

Demais orientações:

  • repouso relativo nos primeiros dias, sem esforço físico;
  • compressa fria nas primeiras 48 horas;
  • alimentação fria ou morna e macia;
  • não usar canudo;
  • medicação nos horários prescritos — costuma incluir antibiótico e, em muitos protocolos, descongestionante;
  • dormir com a cabeceira elevada nas primeiras noites reduz o inchaço;
  • evitar mergulho e voo nas primeiras semanas, pela variação de pressão;
  • se você usa prótese removível sobre a região, ela fica suspensa ou é ajustada para não pressionar a área.

O que é esperado: inchaço na face, que atinge o pico entre o segundo e o terceiro dia. Um pouco de sangramento nasal do lado operado, nos primeiros dias, também pode ocorrer e não é motivo de alarme por si só.

Quando ligar: saída de líquido ou ar pelo nariz ao assoar; sensação de passagem de ar entre a boca e o nariz; dor crescente a partir do terceiro dia; febre; secreção com pus; ou sangramento nasal que não cede.

As orientações gerais de pós-operatório complementam as instruções específicas desta cirurgia.

Riscos

O principal risco específico deste procedimento é a perfuração da membrana sinusal durante a elevação. É uma intercorrência conhecida, frequentemente identificada e resolvida no mesmo ato cirúrgico — com membrana de reparo ou, conforme a extensão, com interrupção e reprogramação do procedimento.

Outros riscos:

  • sinusite pós-operatória;
  • infecção do enxerto, que em alguns casos exige remoção do material;
  • integração parcial, com ganho de altura menor que o planejado, o que pode exigir complementação ou mudança no plano do implante;
  • deslocamento do material de enxerto para dentro do seio, geralmente associado a perfuração não identificada ou a aumento de pressão no pós-operatório — o que explica a insistência em não assoar o nariz.

Quando exige cautela ou não é indicado

  • sinusite ativa ou infecção respiratória em curso — adia-se;
  • sinusite crônica, pólipos ou alterações significativas do seio, situação em que pode ser necessária avaliação com otorrinolaringologista antes;
  • tabagismo, que reduz de forma relevante a previsibilidade;
  • diabetes descompensado;
  • uso de bisfosfonatos e medicamentos similares para osteoporose — informe sempre, incluindo uso passado;
  • septos ósseos dentro do seio ou anatomia desfavorável, que mudam a técnica e o prognóstico.

Em maxilas com perda muito severa, o caminho pode não ser o sinus lift, e sim o implante zigomático, ancorado no osso do zigoma, ou uma solução de arco total com inclinação de implantes como o All-on-4, que evita a região posterior. Essa comparação faz parte da avaliação, segundo o método descrito em como decidimos o tratamento.

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A avaliação com tomografia mede a altura disponível, avalia a condição do seio e define se o levantamento é necessário, qual técnica é indicada e se o implante pode ser instalado na mesma cirurgia. A Sorridere atende na Rua 24 de Outubro, 1440, bairro Auxiliadora, de segunda a sexta, das 9h às 19h.

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Perguntas frequentes

O sinus lift dói?

Durante o procedimento não — a região está anestesiada. No pós-operatório é esperado desconforto e inchaço, manejados com a medicação prescrita. A técnica por via crestal costuma ser bem mais leve que a janela lateral.

Quando posso colocar o implante?

Quando o implante não é instalado na mesma cirurgia, em geral de seis a nove meses depois, conforme a técnica, o volume enxertado e a resposta individual. O momento é confirmado por nova tomografia, que mostra se o osso formado tem qualidade e altura suficientes.

O enxerto pode falhar?

Pode. Rejeição no sentido imunológico não é o que acontece — os materiais são biocompatíveis. O que pode ocorrer é falha de integração, por infecção, perfuração da membrana, deslocamento do material ou fatores do paciente como tabagismo. É por isso que a reavaliação por imagem existe antes de instalar o implante.

O resultado dura?

O osso formado se comporta como osso e se mantém enquanto houver função — que é o que o implante devolve. O que compromete a estabilidade a longo prazo não é o enxerto em si, e sim os mesmos fatores que afetam qualquer implante: higiene, controle de inflamação ao redor, tabagismo e manutenção periódica.

Por que não posso assoar o nariz?

Porque assoar aumenta a pressão dentro do seio maxilar e pode deslocar o enxerto ou romper a membrana antes que a cicatrização a estabilize. É a orientação mais importante do pós-operatório, e vale por semanas. Se precisar espirrar, espirre de boca aberta.

Vou ficar com o rosto inchado?

Na janela lateral, sim, de forma perceptível — com pico entre o segundo e o terceiro dia. Na via crestal, o inchaço costuma ser bem menor. Vale se programar, porque a diferença entre as duas técnicas é grande.

Tenho sinusite. Posso fazer?

Sinusite ativa contraindica o procedimento naquele momento. Sinusite crônica, pólipos ou outras alterações do seio pedem avaliação com otorrinolaringologista antes, para decidir se e quando operar.

Existe alternativa ao sinus lift?

Em alguns casos sim: implantes de menor comprimento, quando a altura remanescente comporta; mudança de posição, aproveitando região com mais osso; ou, em perdas severas, implante zigomático ou solução de arco total com inclinação. A tomografia é o que separa as opções reais das teóricas.

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem consulta presencial, diagnóstico individualizado ou planejamento cirúrgico específico. Resultados variam conforme cada caso.

Conteúdo revisado por Dr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520, especialista em Implantodontia, responsável técnico da Sorridere (CRO-RS EPAO 2231). Última revisão: agosto de 2026.