O implante dentário repõe um dente perdido por meio de um pino de titânio ou zircônia instalado no osso, que funciona como raiz artificial e recebe uma coroa depois da cicatrização. É indicado para perda de um dente, de vários ou de toda a arcada, e exige osso em quantidade e qualidade suficientes, o que pode demandar enxerto prévio. A indicação depende de exame clínico e de imagem.

Perder um dente afeta mais do que a aparência: muda a mastigação, sobrecarrega os dentes vizinhos e, com o tempo, leva à reabsorção do osso naquela região. O implante é hoje a forma mais previsível de interromper esse processo, porque substitui também a raiz, e não só a parte visível do dente.

Na Sorridere, em Porto Alegre, os implantes são planejados junto com a prótese que vai sobre eles. Isso importa: a posição ideal do implante é determinada pelo dente que ele vai sustentar, e não o contrário. O planejamento é conduzido pelo Dr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520, com mais de 20 anos de atuação em reabilitação oral. A Dra. Luana Mesquita Borille, com formação em implante e prótese, atua nas etapas cirúrgica e protética.

Nesta página você encontra o que é o implante, os tipos disponíveis, as etapas do tratamento, quando é preciso enxerto, as contraindicações e as técnicas específicas para cada situação.

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O que é um implante dentário

O implante é um pino instalado cirurgicamente no osso da maxila ou da mandíbula, que passa a exercer a função da raiz do dente perdido. Depois de um período de cicatrização, durante o qual o osso se une à superfície do implante, uma coroa personalizada é fixada sobre ele e reproduz a parte visível do dente.

Esse processo de união entre osso e implante se chama osseointegração e é o que garante a estabilidade do conjunto. Ele leva, em média, de três a seis meses, com variação conforme a região da boca e a qualidade óssea de cada paciente.

Para uma explicação passo a passo, com imagens e detalhes de cada etapa, veja o guia definitivo de implantes.

Tipos de implante: titânio e zircônia

O titânio é o material mais usado e o que reúne maior volume de evidência clínica de longo prazo. É biocompatível, integra-se bem ao osso e atende à maioria das indicações.

A zircônia é uma cerâmica branca, também biocompatível, indicada principalmente quando há preocupação estética em região anterior com gengiva fina, situação em que o cinza do titânio pode transparecer, ou quando há relato de sensibilidade a metais. Saiba mais na página de implante cerâmico de zircônia.

A escolha entre os dois considera a região da boca, a espessura da gengiva, a carga mastigatória prevista e o histórico do paciente.

Quando é preciso fazer enxerto ósseo

O implante precisa de osso suficiente para ser ancorado. Quando houve perda óssea por doença periodontal, por extração antiga ou por uso prolongado de dentadura, pode ser necessário reconstruir esse volume antes da instalação.

O enxerto ósseo recompõe altura e espessura na região. Na maxila posterior, quando a limitação é a proximidade com o seio maxilar, a técnica indicada costuma ser o levantamento de seio maxilar.

Nem todo caso com pouco osso exige enxerto. Existem alternativas, como o implante zigomático, que se ancora no osso da face, e planejamentos que aproveitam as áreas de maior densidade, como o All-on-4.

Como é o tratamento, etapa por etapa

Avaliação e planejamento

A primeira consulta inclui exame clínico, radiografias e, na maioria dos casos de implante, tomografia computadorizada. A tomografia mostra o volume ósseo real em três dimensões e a posição de estruturas que precisam ser preservadas, como o nervo alveolar inferior e o seio maxilar. A partir dela é definido o número de implantes, a posição de cada um e a necessidade de procedimentos prévios.

Preparação

Antes da cirurgia, pode ser indicada limpeza profissional, uso de enxaguante antibacteriano ou antibiótico, conforme o caso. Cárie ativa e inflamação gengival são tratadas antes, porque infecção na boca aumenta o risco de falha do implante.

Cirurgia de instalação

O procedimento é feito com anestesia local. O implante é posicionado no osso conforme o planejamento e a gengiva é suturada. Em casos selecionados, a cirurgia guiada permite instalar o implante através de um guia confeccionado a partir da tomografia, sem incisão com lâmina, o que costuma reduzir o tempo cirúrgico e o desconforto pós-operatório.

Osseointegração

Período de três a seis meses em que o osso se une ao implante. Em situações com boa qualidade óssea e estabilidade inicial adequada, é possível instalar uma prótese provisória logo após a cirurgia, técnica conhecida como carga imediata.

Instalação da prótese

Concluída a integração, é instalada a prótese sobre implante: coroa unitária, ponte ou prótese total, conforme o caso, confeccionada na cor, forma e tamanho compatíveis com os dentes remanescentes.

Pós-operatório e manutenção

Inchaço e desconforto leves nos primeiros dias são esperados e costumam ceder em cerca de uma semana. As orientações de pós-operatório de implante e siso cobrem compressas, medicação e higiene da região.

Depois, o implante entra em rotina de manutenção: higiene diária, revisões periódicas e limpeza profissional com instrumentos apropriados para a superfície do implante.

Soluções conforme a extensão da perda

Perda de um dente

Um implante e uma coroa resolvem o caso sem desgastar os dentes vizinhos, diferentemente da ponte fixa convencional. Veja implante para perda de 1 dente.

Perda de vários dentes

Implantes podem sustentar pontes fixas, dispensando prótese removível. Detalhes em implantes para perda de vários dentes.

Perda total dos dentes

Há dois caminhos principais. O protocolo sobre implantes é uma prótese total fixa ancorada em quatro a seis implantes, que o paciente não remove. A sobredentadura, ou overdenture, é removível, encaixa sobre implantes e oferece estabilidade muito superior à da dentadura convencional, com custo menor que o protocolo fixo. O mini implante é uma alternativa de menor diâmetro usada sobretudo para reter overdentures.

Veja também implantes para perda total dos dentes e, quando há necessidade de reorganizar toda a boca, a reabilitação total.

Implante logo após a extração

Em casos selecionados, o implante pode ser instalado na mesma sessão da extração, o que preserva o osso e reduz o número de cirurgias. Veja implante imediato.

Implante como apoio para ortodontia

O implante ortodôntico, também chamado de mini-implante de ancoragem, não repõe dente: serve de ponto de apoio fixo para movimentar outros dentes com mais controle.

Contraindicações e situações que pedem cautela

Nem todo paciente é candidato ao implante no momento da avaliação. Pedem atenção especial:

  • infecção ativa na boca, cárie extensa ou doença periodontal não tratada, que precisam ser resolvidas antes, na periodontia;
  • diabetes descompensado, que prejudica a cicatrização;
  • tabagismo, que aumenta de forma consistente o risco de falha;
  • uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo, situação que exige avaliação conjunta com o médico;
  • gestação e amamentação, período em que procedimentos eletivos costumam ser adiados;
  • bruxismo não controlado, que sobrecarrega o implante e a prótese.

Vários desses fatores não impedem o tratamento: mudam a ordem das etapas. É o que descrevemos em quando não intervir e em preparo para reabilitação.

Dá para fazer implante usando aparelho ortodôntico?

Sim, em muitos casos, mas a sequência precisa ser planejada. Em alguns tratamentos o implante é instalado antes, para servir de ancoragem à ortodontia; em outros, é preciso concluir a movimentação para só então definir a posição definitiva do implante. O que não funciona é decidir isso de forma isolada, sem que ortodontista e implantodontista compartilhem o planejamento. Como as duas áreas atendem na mesma clínica, essa coordenação acontece dentro de um único plano de tratamento.

Quanto custa um implante dentário

O valor de um tratamento com implantes depende do número de implantes, da necessidade de enxerto ou levantamento de seio, do tipo de prótese que será instalada, do material escolhido e da quantidade de etapas envolvidas. Por isso, orçamentos apresentados sem exame clínico e sem imagem não são confiáveis: eles precificam um procedimento genérico, não o seu caso.

Na avaliação, você recebe o plano de tratamento com as etapas na ordem prevista e o que está incluído em cada uma, o que permite comparar propostas por aquilo que realmente muda o resultado, e não só pelo valor final.

Dicas de quem acompanha implantes há mais de 20 anos

  • O fumo é o fator isolado que mais compromete a longevidade dos implantes.
  • Se uma prótese sobre implante apresentar qualquer mobilidade, procure o dentista: em geral é o parafuso, que precisa ser reapertado ou substituído. Adiar transforma um ajuste simples em fratura.
  • Quem tem implantes e range os dentes deve usar placa de bruxismo. O implante não tem ligamento periodontal, ou seja, não avisa com dor quando está sobrecarregado.
  • Implantes e próteses não respondem ao clareamento dental. Se você pretende clarear os dentes naturais, faça isso antes de definir a cor da prótese.
  • Com higiene adequada e revisões periódicas, implantes se mantêm estáveis por muitos anos.

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A avaliação para implante inclui exame clínico e análise de imagem, e termina com um plano que mostra o que precisa ser feito, em que ordem e por quê. A Sorridere atende na Rua 24 de Outubro, 1440, bairro Auxiliadora, de segunda a sexta, das 9h às 19h.

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Perguntas frequentes sobre implante dentário

Quanto tempo leva o tratamento com implante?

Do início ao dente definitivo, o mais comum é de três a seis meses, tempo necessário para a osseointegração. Casos que exigem enxerto ósseo podem chegar a nove meses ou mais, porque o enxerto precisa cicatrizar antes de receber o implante. Em situações com boa qualidade óssea, a carga imediata permite sair da cirurgia com uma prótese provisória no mesmo dia.

A cirurgia de implante dói?

O procedimento é feito com anestesia local, e a maioria dos pacientes relata desconforto menor do que esperava, comparável ao de uma extração. Nos dias seguintes é comum haver inchaço e sensibilidade, controlados com a medicação prescrita e compressas frias. O incômodo costuma ceder em cerca de uma semana.

Quais são os riscos do implante dentário?

Como toda cirurgia, existem riscos: infecção, lesão de nervo, danos a dentes ou estruturas vizinhas e falha na osseointegração. São eventos pouco frequentes e a maior parte deles é reduzida por planejamento com tomografia, técnica adequada e seleção correta do caso. Fumo, diabetes descompensado e higiene deficiente aumentam de forma relevante o risco de perda do implante.

Quanto tempo dura um implante?

O pino, uma vez integrado, tende a durar muitos anos. A prótese sobre ele tem vida útil menor e pode precisar de substituição com o tempo, assim como parafusos podem exigir reaperto. O que mais determina a durabilidade não é a marca do implante, e sim a higiene diária, o controle do bruxismo e a manutenção periódica.

Como fica a gengiva depois do implante?

Nos primeiros dias há inchaço e sensibilidade na região. Com a cicatrização, a gengiva se acomoda ao redor do implante e deve ficar rosada, firme e sem sangramento. Gengiva que sangra ou incomoda meses depois é sinal de inflamação e precisa ser avaliada, porque a peri-implantite evolui de forma silenciosa.

Existe rejeição de implante?

Rejeição no sentido imunológico é rara, porque titânio e zircônia são materiais biocompatíveis. O que ocorre é falha da osseointegração: o osso não se une adequadamente ao implante, em geral por infecção, sobrecarga precoce, tabagismo ou qualidade óssea insuficiente. Quando acontece, costuma ser detectada nos primeiros meses e o caso pode ser refeito depois de tratar a causa.

Sou candidato ao implante mesmo tendo pouco osso?

Em muitos casos, sim. Pouco osso não é impedimento automático: existe enxerto, levantamento de seio maxilar, implante zigomático e planejamentos que aproveitam as regiões de maior densidade, como o All-on-4. O que define a conduta é a tomografia, que mostra o volume ósseo real. Só depois dela é possível dizer qual caminho se aplica.

As informações deste site têm caráter educativo e não substituem consulta presencial com cirurgião-dentista. Cada situação clínica deve ser avaliada individualmente antes de qualquer diagnóstico ou definição de tratamento.

Conteúdo revisado por Dr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520, responsável técnico da Sorridere (CRO-RS EPAO 2231). Última revisão: agosto de 2026.